Crônicas de uma psicóloga/mãe (de dois) - Eu não paro
29 de February · 1 minuto de leitura
Esta é minha avó paterna, Delindes, 90 anos. Neste dia, ela estava limpando o canteiro e cortando uma trepadeira. Quando vi a cena, pensei: que energia admirável tem essa mulher. Qual será o segredo da longevidade dela? Ela não para. Pronto, estava ali mesmo a resposta: ela não para.
Horas antes, eu estava me lamentando na minha análise, falando do meu cansaço, do meu sono, da rotina tentando equilibrar todos os pratos que são importantes pra mim, da minha alta exigência com meus resultados e dizendo: eu não paro.
Não paro mesmo e será que isso é tão ruim assim? Chef de cozinha (bem mequetrefe), doméstica e governanta, motorista, compras e controle de estoque, recreacionista, atleta de levantamento de filhos e agachamento pra catar brinquedos… ufa… haja disposição! Fora as tarefas do trabalho. E as pausas para a reparação da energia ainda são interrompidas (bem menos do que há alguns meses).
Nada diferente do que esta senhora da foto viveu (e ela teve quatro filhos, eu tenho só dois). Aos quase 91 anos, me dá essa lição de moral sem dizer uma palavra sequer. Por que ela pararia? Parar para colocar o que no lugar?
É o não parar que mantém, sustenta, suporta, embasa a evolução. Parar deprime o sistema, cria teias de aranha nas juntas, emburrece, engorda, inflama.
Qual é, então, a minha escolha? Escolho não parar, mesmo cansada!
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